Um Projeto de Lei (PL) apresentado na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) pretende instituir o ‘Programa Municipal de Exame de Trombofilia’ na Capital, propondo a oferta de tratamento na rede municipal de saúde para o problema, que pode ser decorrente de má circulação e também é conhecido popularmente como ‘sangue grosso’. O projeto é da vereadora Raíssa Lacerda (PSD) e pode ajudar a prevenir problemas como trombose venosa, embolia pulmonar e Acidente Vascular Cerebral (AVC).
“Um dos fatores de risco para a trombose pode ser diagnosticado com um simples exame genético, algo que, hoje em dia, os convênios médicos são obrigados a ofertar. O problema é que a maioria só descobre a tendência quando já perdeu um ou mais filhos na gravidez – nessa fase o sangue fica naturalmente mais coagulado, aumentando as chances de entupimento de veias e artérias, quando há predisposição”, afirmou Raíssa Lacerda, ao justificar o programa.
Raíssa Lacerda ainda destacou um estudo realizado em 2015, no Hospital das Clínicas de São Paulo (HCSP), revelando que, das 150 mulheres que tiveram problemas com aborto, morte do bebê e pré-eclâmpsia, durante a gestação, 60% apresentaram alguma forma de trombofilia.
De acordo com o projeto, toda mulher usuária da Rede Municipal de Saúde de João Pessoa terá direito a realizar o exame que detecta a trombofilia e poderá ter acesso ao tratamento, quando: receber a primeira prescrição de uso de medicamento anticoncepcional ou de reposição hormonal ou estiver no inicio do pré-natal.
Segundo a iniciativa, investigação deverá começar na primeira consulta com o obstetra ou ginecologista, e deverá permitir ao profissional conhecer o histórico familiar da paciente, realizando investigação com o intuito de averiguar se há relação da paciente com parentes de primeiro grau que tiveram trombose ou gravidez com complicações, além de outros fatores hereditários.
Para fins da lei, a trombofilia se caracteriza por promover alterações na coagulação sanguínea que resultam em um maior risco para trombose, podendo ser adquirida ou hereditária. “As mulheres beneficiárias desta lei devem ser informadas, na Rede Municipal de Saúde, de forma clara, precisa e objetiva, dos riscos e do tratamento necessário para a trombofilia”, ressaltou a parlamentar.
A iniciativa encontra-se em análise na Comissão de Constituição, Justiça, Redação e Legislação Participativa (CCJ) da Casa. A matéria receberá parecer do relator do projeto, vereador João Corujinha (PSDC), antes de ser apreciada pelos membros da CCJ, em votação.
Leia mais notícias em www.vocebeminformado.com, siga nossa página no Facebook, e veja nossos vídeos no Youtube. Você também pode enviar informações à Redação do vocebeminformado.com pelo email: redacao@vocebeminformado.com
Com ClickPB
Tags:
Saúde
